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Artigo 1: CONDUTA RELATIVA AOS ADULTOS COM EXCESSO DE PESO E OBESIDADE
(Artigo de revisão) Autores: Noël, P. H. e Pugh, J. A. Revista: BMJ Vol. 325, 5 de outubro de 2002.
Esses autores fazem referência ao artigo publicado pela Organização Mundial de Saúde em 1997 sobre o alarmante aumento da obesidade, nas décadas de 80 e 90, verificado em todo o mundo.
Dizem que essa epidemia não tem decrescido com as estratégias de tratamento, levando alguns profissionais da saúde a duvidarem de sua capacidade em ajudar os pacientes.
Tem havido ampla variação na conduta em relação aos pacientes com excesso de peso, e obesidade, na prática geral, na Inglaterra, e incerteza sobre qual tratamento foi mais eficaz.
As falhas desses tratamentos são conseqüência de: cepticismo sobre a eficácia do tratamento, falta de tempo, resistência dos pacientes às orientações, e falta de treino no aconselhamento e motivação dos pacientes para mudarem seus comportamentos.
Eles definem obesidade pelo método indireto da medida do índice de massa corporal. IMC = (peso em kg) dividido por (estatura em metro, ao quadrado).
Citam os índices fornecidos pela Organização Mundial de Saúde que caracterizam excesso de peso (IMC de 25.0 a 29.9) e obesidade (IMC igual ou superior a 30.0).
Ressaltam que o IMC, entretanto, não caracteriza, adequadamente, a distribuição da gordura corporal, já que o excesso de gordura intra-abdominal é um prognosticador de risco para a saúde. Para se ter idéia do volume de gordura visceral (intra-abdominal), mede-se a circunferência da cintura.
Há aumento de risco para a saúde quando a circunferência da cintura exceder 94 cm no homem e 80 cm na mulher.
Essas duas medidas devem ser, sistematicamente, monitoradas nos adultos para que se possa ter um controle do excesso de peso.
É de grande importância considerar a presença de várias doenças em pessoas com excesso de peso ou obesidade. Destacam-se o diabetes e as doenças cardiovasculares. A prevenção do excesso de peso e da obesidade, colaboram para a melhora dessas doenças ou para a prevenção.
Tratamentos para perder peso
São centrais para muitas estratégias redução de peso, a restrição de calorias e o aumento da atividade física.
Apesar de que muitos especialistas recomendam uma dieta alta em complexos de carboidratos (açucares contidos nas frutas e em alimentos, contrariamente ao uso de açúcar refinado), com restrição na gordura total e moderada em proteína, continuam a proliferar as dietas populares que são baixas em carboidratos e altas em proteínas e em gorduras.
Independentemente da composição nutricional, final, de sua dieta, os pacientes necessitam diminuir suas ingestões calórias para perder peso.
Tipicamente, a redução de 500 a 1000 kcal, ao dia, é necessária para produzir perda de peso no nível, recomendado, de 450 a 900 g por semana.
Profundas evidências mostram que a atividade física resulta em modesta perda de peso e aumenta o bom estado cardiovascular independentemente da perda de peso.
É reconhecido que a obesidade é uma condição crônica e que muitas pessoas tornam a engordar em um período de 5 anos.
Em um estudo de 3000 pacientes conseguiram manter uma perda média de 30 kg por tempo médio de 5.5 anos. Noventa por cento desses pacientes declararam que haviam tido insucessos, anteriores, com outras dietas.
Nesses pacientes, a estratégia comum para manter o peso foi o emprego de dieta com baixo teor de gordura e alto teor em carboidrato. Também mantinham autocontrole e atividade física regular.
Em média esses pacientes despendiam 2500-3300 kcal por semana, o que corresponde a cerca de 1 hora de atividade física moderada por dia.
Artigo 2: A OBESIDADE EPIDÊMICA
The Obesity Epidemic: Prevention and Treatment of the Metabolic Syndrome CME Center - Medscape. Autores: Blackburn, G. L. e Bevis, L. C. September 18, 2003.
O escritório do US Surgeon General, nos Estados Unidos, relatou que o risco de excesso de peso ou de obesidade, logo causará tantas doenças e mortes como as causadas pelo cigarro.
Dados atuais mostram que 1 de 4 adultos, nos Estados Unidos, está obeso. Esse problema que custou ao país, no ano 2000, um gasto de 117 bilhões de dólares, é responsável por cerca de 300.000 mortes prematuras a cada ano.
O risco de morte, apesar de modesto até o índice de massa corporal (IMC) de 30, aumenta com o IMC maior.
O adulto obeso tem um aumento de risco de morte prematura de 50 a 100% em comparação com as pessoas que têm IMC de 20 a 25.
Entretanto, mesmo o excesso moderado de peso ( 4.5 a 9.0 kg para pessoas de estatura média) aumenta o risco de morte, particularmente entre adultos com idade entre 30 e 64 anos.
No mundo ocidental, um crescente número de pessoas reconhece que o excesso de peso e a obesidade, estão associadas com problemas de saúde como doença do coração e acidente vascular cerebral.
A pessoas, cada vez mais estão ficando cientes de que a nutrição tem um papel crucial na manutenção de boa saúde. Ao mesmo tempo, muitas pessoas com excesso de peso ou obesas não sabem que alimentos são melhores para sua nutrição e para a perda de peso. Eles também subestimam sua ingestão de energia e avaliam de modo errado a quantidade.
Artigo 3: DIETA COMBINADA REDUZ O MAU COLESTEROL
Robert Preidt. MONDAY, Dec. 2 (HealthScoutNews) 2002 ScoutNews, LLC. All rights reserved. Last updated 12/2/2002
Um estudo canadense encontrou uma dieta com a combinação de vegetais, nozes, proteína de soja, aveia e cevada que pode diminuir o mau colesterol em 29%; uma redução que compete com os resultados de algumas drogas para o tratamento da elevação do colesterol sangüíneo.
Esse estudo foi publicado no número de dezembro da revista Metabolism.
Pesquisadores da Universidade de Toronto e do Hospital St. Michael mediram os níveis de colesterol de 13 pessoas que receberam a dieta combinada por um mês. A dieta incluiu os vegetais: brócolis, cenoura, pimentão vermelho, tomate, cebola, couve-flor, quiabo e beringela.
A dieta também incluiu: aveia, cevada, margarina de origem vegetal, proteína de soja de produtos como leite de soja e salsicha de soja, fatiados frios, "burgers" e almôndegas.
Os cientistas sabiam, há anos, que, individualmente, cada um desses grupos de alimentos podia reduzir o colesterol em 4 a 7%. Entretanto, essa é o primeiro estudo que observa esse tipo de dieta combinada.
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